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No fim do século XIX, Portugal mantinha um grande império colonial, apesar da concorrência das outras grandes potencias.
Assim possuía no continente Africano, as colónias de Cabo Verde, Guiné, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e na Ásia destacamos o Estado da Índia (Goa, Damão e Diu), Macau e Timor.
Mas na realidade de todos esses territórios os mais enriquecidos eram Angola e Moçambique, contudo em Angola e em Moçambique vivia apenas um pequeno numero de habitantes onde estavam todos aglomerados no litoral.
De facto Portugal tanto tinha pouca população para habitar em suas colónias como também tinha pouca matéria-prima.
A independência do Brasil, em 1822 fez com que Portugal continuasse a lutar pelas suas colónias do continente Africano (o Marques Sá da Bandeira foi um dos defensores da politica do Brasil). Nesta altura como nos descobrimentos houveram muitas expedições para abrirem o caminho a colonização, as expedições mais conhecidas são: o capitão Serpa Pinto e a Marinha Carpelo Ivens.
A 26 de Fevereiro de 1885, entre a França, a Espanha, Estados Unidos,
Grã-bretanha, Itália, Países Baixos, Portugal, Rússia, Suécia, Noruega e
Turquia todos estas grandes potencias pretendiam alargar os seus territórios e no entanto todas participaram na Conferencia de Berlim.
Esta conferência definiria o princípio da ocupação efectiva. Em 1885 e 1890 Portugal enviou população para ocuparem os territórios de Angola e Moçambique para ocupar a vasta zona que existia entre as duas colónias, mas este projecto ia contra as ideias da Inglaterra que pretendia passar pelo do Cairo do Cabo.
Em 1890 a Inglaterra obrigou Portugal a recuar na sua decisão abandonando aquelas regiões fazendo a Portugal um ultimato.
O Governo Português foi obrigado a ceder, o que provocou um abalo profundo na opinião publica portuguesa.
No ano de 1891 Portugal e Inglaterra fixaram fronteiras entre Angola e
Moçambique onde se mantiveram ate aos nossos dias.

Pedro
Flávio