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No século XIX o capitalismo industrial e financeiro cresceu rapidamente fazendo com que os países mais industrializados procurassem alargar os seus territórios coloniais e reforçar o domínio sobre os países menos desenvolvidos. Este interesse de expansão territorial e de dominação económica e política foi denominado de imperialismo. A politica imperialista acentava na obtenção de matérias-primas a baixo preço, em investimentos rentáveis e na criação de novos mercados para esquar os produtos industriais. Com esta politica procurava-se também encontrar destinos para a emigração dos países europeus, que se encontravam em franco crescimento demográfico. Com o imperialismo europeu, foram ocupadas novas colónias na África e na Ásia e as grandes potências instalaram-se em países politicamente independentes, mas economicamente subdesenvolvidos. Os dominadores desses países encontravam maneira de colocar no poder os governantes que mais lhes agradavam, de forma a explorar as riquezas naturais das regiões, a mão-de-obra e os mercados, embora não tendo domínio político directo como nas colónias. Os colonizadores impunham a sua língua, a sua religião e a sua cultura de origem europeia aos povos colonizados, pois achavam-se mais civilizados o que levava a crer que os povos e a civilização da Europa eram superiores aos povos não brancos e as suas manifestações de cultura, o que fazia com que na realidade se tratasse de um preconceito racista.
Os países europeus mostravam um elevado interesse pelo continente africano a partir de 1850 realizaram-se várias viagens de exploração sendo percorridas no interior de África grandes extensões desconhecidas dos europeus. Em 1885, na conferência de Berlim, após dialogo entre as principais potências europeias, tomou-se a decisão de repartir a África entre si, comprometendo-se a ocupar de facto esses territórios. Esta medida reforça o favorecimento dos países mais poderosos, atingindo assim o auge da sua hegemonia.
No final do século XIX, Portugal mantinha ainda um extenso império colonial, apesar da concorrência das grandes potências de todos os territórios que possuía, os mais ricos e extensos eram as colónias africanas de Angola e Moçambique. Como consequência da conferência de Berlim, acabaram por entrar em cheque os interesses dos portugueses e as pretensões sobertudo da Alemanha e da Inglaterra, pois Portugal não tinha qualquer presença em muitos dos espaços que reivindicava. De 1885 a 1890, foram enviadas algumas expedições militares para Angola e Moçambique com a intenção de ocupar a vasta zona entre as duas colónias. Em 1890, os ingleses obrigaram Portugal a abandonar aquela zona sob a ameaça de um ultimato que ordenava que todas e quais quer forças militares portuguesas que se encontrassem no Chire (território entre a Angola e Moçambique), se retirassem.
Portugal viu-se obrigado a obedecer a esta ordem, pois sentia-se inseguro e impotente relativamente às armas que possuía e à impossibilidade de diálogo.

Rita ; Ricardo ; Patrícia